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“É uma casa portuguesa e está frio com certeza” Muitos portugueses têm as casas pouco aquecidas.

//“É uma casa portuguesa e está frio com certeza” Muitos portugueses têm as casas pouco aquecidas.

“É uma casa portuguesa e está frio com certeza” Muitos portugueses têm as casas pouco aquecidas.

“É uma casa portuguesa e está frio com certeza” Muitos portugueses têm as casas pouco aquecidas.

Saiba porquê e como melhorar o aquecimento em casa

Os resultados de um estudo levado a cabo pelo Eurostat [aqui] revelam que, 22% das famílias portuguesas, não é capaz de suportar, financeiramente, o conforto térmico das suas casas. A média europeia para este indicador fica-se pelos 8%.

Os números são ainda mais preocupantes quando se concentram nas famílias portuguesas em risco de pobreza, cujo rendimento equivalente disponível é inferior a 60% da mediana nacional, as quais apresentam um resultado neste indicador de 38.9%, para uma média da união de 18.4%.

Paralelamente ao abastecimento de água, ligação à rede elétrica e saneamento básico, também o aquecimento, como de fato acontece noutros países europeus, se coloca como uma necessidade básica para o bem-estar, conforto e, acima de tudo, saúde das populações.

Como é dado conta na coluna de opinião de Rui Tavares no Jornal Público – “O frio afeta especialmente as populações sénior e abaixo da linha de pobreza, que gastam uma parte desproporcionada dos seus parcos rendimentos a tentarem manter-se aquecidos, mas que não têm fundos disponíveis para investir no tipo de isolamento e aquecimento das casas que lhes permitiria viver de forma mais confortável, pagando até menos a longo prazo” – acrescentando como argumento à criação de políticas públicas de aumento da eficiência energética – “tal investimento significaria gastar algum dinheiro agora para poupar depois. Casas bem isoladas são mais baratas de aquecer. Locais de trabalho bem aquecidos durante os meses frios ajudam a aumentar a produtividade. Aquecer as casas e locais de trabalho dos portugueses não só conforta como compensa.”

O aquecimento e arrefecimento representam, a nível europeu, 50% do consumo de energia final.

Neste sentido, é urgente privilegiar uma utilização eficiente da energia através da promoção da substituição de equipamentos obsoletos por outros mais recentes e com melhor desempenho em conjunto com a adoção de fontes renováveis endógenas como as lenhas, briquetes e pellets de madeira, soluções estas que podem traduzir-se em poupanças de 40 a 70% nos gastos com energia, com melhorias significativas para o orçamento disponível de famílias e serviços públicos.

A promoção, por parte do estado e da administração pública, de soluções de eficiência energética, através de campanhas de investimento robustas apontadas ao edificado existente, ou através da criação de um enquadramento fiscal benéfico para investimentos privados com os mesmos fins, teria uma importância significativa no cumprimento das metas de emissões impostas nos acordos firmados internacionalmente, redução da dependência energética externa e, principalmente, conforto dos cidadãos.

 

2019-02-04T15:50:53+00:00